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Adubação de cobertura: como os organominerais podem contribuir?
O fornecimento de nutrientes durante todo o ciclo produtivo é fundamental para o desenvolvimento saudável de qualquer cultura. A adubação de cobertura é uma prática muito utilizada para atingir essa finalidade, sobretudo em pastagens, culturas perenes e culturas anuais. Muitos produtores ainda optam por fertilizantes minerais para a realização da adubação de cobertura. No entanto, os fertilizantes organominerais podem oferecer benefícios mais significativos, aliando agricultura sustentável à disponibilização de nutrientes de maneira mais eficaz e duradoura.
A adubação de cobertura é uma estratégia utilizada para manter o nível de nutrientes do solo durante o ciclo produtivo de uma lavoura. Essa prática se mostra necessária uma vez que diversos fatores – como solo degradado, lixiviação e volatilização – podem provocar a perda dos nutrientes disponíveis para as plantas. Geralmente, a adubação é feita com os nutrientes mais importantes e que são facilmente perdidos, como o nitrogênio (N) e o potássio (K). O nitrogênio precisa de uma atenção ainda maior durante a adubação de cobertura, já que é um nutriente que fica disponível rapidamente na solução do solo e não deixa efeito residual para a próxima safra. A quantidade de N necessária também é maior em comparação aos demais nutrientes, e se fosse aplicada de uma só vez, poderia queimar as sementes. Além disso, no estágio inicial, as plantas não têm sistema radicular suficientemente desenvolvido para absorver todo esse nutriente aplicado, o que justifica a aplicação da adubação de cobertura.
Os nutrientes fornecidos pelo fertilizante NPK mineral, muito utilizado na adubação de cobertura, são absorvidos de maneira praticamente imediata pelas plantas, o que exige maior reaplicação do produto para atender às necessidades nutricionais da cultura. Esse tipo de fertilizante também não promove uma grande melhoria do solo, ficando limitado, basicamente, ao fornecimento de nutrientes. Por outro lado, os fertilizantes organominerais – produzidos com resíduos animais, vegetais ou industriais e com uma fração mineral adicionada posteriormente – disponibilizam os nutrientes de forma gradual, durante todo o ciclo produtivo da planta. Dessa forma, exige uma menor aplicação de fertilizantes. Ao ser aplicado no solo, o fertilizante organomineral ainda modifica as propriedades físicas, biológicas e químicas do solo. Nesta última, sobretudo, há um maior aproveitamento de nutrientes minerais devido à combinação com matéria orgânica. Por isso, os organominerais também possuem outros benefícios que vão além do fornecimento de nutrientes, como:
- Melhora a fertilidade do solo;
- Aumenta a resistência das plantas contra pragas, doenças e mudanças climáticas;
- Aumenta a capacidade de absorção e retenção hídrica;
- Reduz a erosão;
- Aumenta a capacidade de troca catiônica;
Autor: Gustavo Civitereza - Coordenador de Desenvolvimento de Mercado da Terra de Cultivo