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Manejo de plantas daninhas no pré-plantio
Com a chegada da safra 26/27, um dos pontos mais importantes para o sucesso do plantio está na dessecação das áreas. Nessa fase, teremos duas situações distintas que exigem atenção. A primeira corresponde às áreas que ficaram em pousio ou sem cobertura vegetal durante o período da safrinha. Nesses locais, teremos uma grande variedade de plantas invasoras em diferentes estágios fenológicos, com plantas mais velhas, plantas mais novas e um grande banco de sementes. Isso faz com que o controle seja mais oneroso para o produtor, pois será necessário utilizar diferentes produtos, com diferentes modos de ação e custos variados.
Nessas áreas, provavelmente será necessária mais uma entrada de maneira sequencial, pois, nessa situação, sempre podem permanecer plantas que escaparam da primeira aplicação. A segunda situação corresponde às áreas onde houve o plantio da safrinha ou a utilização de plantas de cobertura. Essas áreas apresentarão um número bem menor, ou praticamente nada, de plantas invasoras. Com isso, o controle será muito mais eficiente, utilizando uma menor quantidade de produtos e aumentando o sucesso da aplicação, com menor custo para o produtor.
Nas duas situações, é necessário ter o cuidado de deixar a área totalmente limpa de plantas daninhas para receber o novo plantio, pois a presença dessas plantas resultará diretamente em competição por água, luz e nutrientes com a cultura, causando perdas de produtividade e, consequentemente, prejuízos para o produtor.
Outra ferramenta que vem auxiliando no controle de plantas daninhas e que cresce a cada ano é o uso de produtos pré-emergentes. São herbicidas para folhas largas e estreitas que atuam no banco de sementes e são utilizados nos sistemas “aplique e plante” e “plante e aplique”.
Essa tecnologia permite que a cultura plantada nasça e cresça no limpo durante algum período, chegando a até 60 dias, sem concorrência com plantas daninhas. Com isso, teremos menor uso de produtos fitossanitários, redução da entrada de máquinas e, consequentemente, menor custo de produção por hectare e maior lucro para o produtor.
André Luis Moreira
Departamento Agronômico
Coopama