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O cooperativismo cada vez mais forte no Agro

Com mais de 100 anos de existência, as cooperativas agropecuárias abastecem os lares brasileiros com alimentos e por meio da implementação de novas tecnologias e levam modernização ao campo. Para se ter uma ideia da importância do cooperativismo para o setor, em 2019, o Ramo Agropecuário somou 1.223 cooperativas, com mais de 992 mil cooperados, gerando 207 mil empregos.

As cooperativas do ramo são divididas em sete segmentos: bens de fornecimento e insumos, escolas técnicas de produção rural, produtos industrializados de origem animal, produtos industrializados de origem vegetal, produtos não industrializados de origem animal, produtos não industrializados de origem vegetal e serviços. Diante de sua grande diversidade, uma mesma cooperativa pode atuar em mais de um segmento do ramo. Dentre eles, o mais comum é o de insumos e bens de fornecimento (56,3%) seguido pelos produtos não industrializados de origem vegetal (49,9%) e pelo de serviços (30,0%).

O impacto das cooperativas é notório para o desenvolvimento do setor agropecuário brasileiro. Por meio delas, os produtores passam a ter mais controle de seus processos ao obter serviços de assistência técnica e garantir agregação de valor à sua produção. Em virtude dos inúmeros ajustes aos normativos que regem o setor, negociados pelo Sistema OCB com os Três Poderes, contamos com políticas públicas e legislações robustas, que colaboram para o alcance de resultados econômicos e financeiros positivos. E esse retorno não é visto apenas no campo. Em 2019, as cooperativas agropecuárias recolheram junto aos cofres públicos R$ 6,5 bilhões em tributos. Isso sem contar com os mais de R$ 5,3 bilhões investidos com salários e benefícios aos seus funcionários. Além disso, os R$ 132 bilhões em ativos mostram a força que o cooperativismo tem para impulsionar o crescimento e desenvolvimento da economia brasileira.

A pandemia da Covid-19 trouxe grandes desafios para todos os setores da economia, não sendo diferente para o agropecuário. No cenário de crise, o agro brasileiro demonstrou para toda a sociedade sua capacidade de produzir de forma segura e eficiente, garantindo o abastecimento interno e suprindo a demanda global pelos produtos do campo. Tal habilidade consolidou com ênfase a cadeia produtiva como um dos principais pilares da economia nacional, e também a força do cooperativismo, que possibilitou passar por esse momento de crise da melhor maneira possível.